O Projeto Educomunicar surgiu do
diálogo que a Bem TV já mantinha com as escolas do Rio de Janeiro e Niterói,
através do projeto Olho Vivo. A proposta inicial do trabalho era realizar uma
oficina de capacitação (60 horas) voltada para professores surgiu do diálogo
que a Bem TV já mantinha com as escolas da região. Até então o projeto passou
por 21 escolas de Niterói e 14 do Rio de Janeiro.
A Bem TV surgiu como idéia de
alunos do jornalismo e publicidade, em 1990, quando tiveram a idéia de colocar
a comunicação a serviço de processos de mobilização e educação popular,
inspirados no trabalho da TV Viva de Recife (PE). Inicialmente, a ação
consistia em exibir em espaços públicos de comunidades de baixa renda de
Niterói vídeos produzidos com a participação de moradores dessas áreas. Esse
contato com os jovens levou a Bem TV ao diálogo com as escolas e aproximou sua
proposta dos fazeres da educação.
A ação da Educomunicar consiste
em introduzir a educomunicação na sociedade, discutir projetos de comunicação
na escola junto com professores interessados e instigar o contato com os
principais media – internet, rádio,
televisão e fotografia. A partir de encontros os participantes têm então a
oportunidade de construir projetos de comunicação, que poderão ser implantados
na escola. Ao final do programa, há um seminário de encerramento, e no evento
são expostos os projetos e é discutida sua aplicação.
Botando a mão na mídia
Percebendo o afastamento dos
jovens de atividades tais como leitura, escola, e mesmo da família, o CECIP
percebeu que o professor poderia fazer diferente, e atrair a atenção do aluno a
partir do uso dos media no processo
educativo. Para tanto foi criado o projeto “Botando a mão na mídia”. O CECIP,
fundado entre outros por Paulo Freire, busca desenvolver conjuntos de materiais
educativos e a atuar na formação de agentes de mudança.
Para tanto foi criado um conjunto
de materiais educativos (um kit), composto de um manual, dois cartazes e um
vídeo/DVD, com todas as informações indispensáveis a seu uso eficaz. Entre 2000 e 2003, esse material foi usado em
oficinas de formação de orientadores de telecentros, que repassaram o aprendido
a professores do sistema público de ensino do Rio de Janeiro, numa parceria com
a Secretaria Estadual de Educação. Em 2005, o Botando a Mão na Mídia foi
distribuído pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
(SECAD) do Ministério da Educação a 3.500 escolas espalhadas por todo o
território nacional. O CECIP realizou a formação de agentes multiplicadores
que, por sua vez, capacitaram os professores das escolas que receberam os kits.
A experiência demonstrou o potencial da metodologia do Botando a Mão na Mídia,
também merecedora do prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil.
Seis oficinas compõem o trabalho
do “Botando a mão na mídia”, e cada uma desta é dividida entre linguagem
audiovisual e questões técnicas. A primeira cria situações nas quais os alunos
poderão aprender a partir da prática a desenvolver um olhar crítico à respeito
dos meios de comunicação. Já na segunda, os participantes aprendem a como lidar
com o aparato técnico, e assim, a partir da prática, os alunos ganham autoconfiança.
As oficinas procuram incentivar a
cooperação e trabalho em equipe, oferecer um espaço propício para a
experimentalismo, e desafiar a criatividade do participante, fomentando assim a
reflexão individual e estruturação de ideias.
Outra das propostas do projeto é
demonstrar ao aluno a importância de seu tempo, de manter seus horários fora do
atraso e assim, ir aos poucos tornar o início dos trabalhos pontual, mas de
forma que os atrasados também não sejam muito prejudicados.
