terça-feira, 30 de outubro de 2012

O Projeto Educomunicar


O Projeto Educomunicar surgiu do diálogo que a Bem TV já mantinha com as escolas do Rio de Janeiro e Niterói, através do projeto Olho Vivo. A proposta inicial do trabalho era realizar uma oficina de capacitação (60 horas) voltada para professores surgiu do diálogo que a Bem TV já mantinha com as escolas da região. Até então o projeto passou por 21 escolas de Niterói e 14 do Rio de Janeiro.

A Bem TV surgiu como idéia de alunos do jornalismo e publicidade, em 1990, quando tiveram a idéia de colocar a comunicação a serviço de processos de mobilização e educação popular, inspirados no trabalho da TV Viva de Recife (PE). Inicialmente, a ação consistia em exibir em espaços públicos de comunidades de baixa renda de Niterói vídeos produzidos com a participação de moradores dessas áreas. Esse contato com os jovens levou a Bem TV ao diálogo com as escolas e aproximou sua proposta dos fazeres da educação.

A ação da Educomunicar consiste em introduzir a educomunicação na sociedade, discutir projetos de comunicação na escola junto com professores interessados e instigar o contato com os principais media – internet, rádio, televisão e fotografia. A partir de encontros os participantes têm então a oportunidade de construir projetos de comunicação, que poderão ser implantados na escola. Ao final do programa, há um seminário de encerramento, e no evento são expostos os projetos e é discutida sua aplicação.


Botando a mão na mídia


Percebendo o afastamento dos jovens de atividades tais como leitura, escola, e mesmo da família, o CECIP percebeu que o professor poderia fazer diferente, e atrair a atenção do aluno a partir do uso dos media no processo educativo. Para tanto foi criado o projeto “Botando a mão na mídia”. O CECIP, fundado entre outros por Paulo Freire, busca desenvolver conjuntos de materiais educativos e a atuar na formação de agentes de mudança.

Para tanto foi criado um conjunto de materiais educativos (um kit), composto de um manual, dois cartazes e um vídeo/DVD, com todas as informações indispensáveis a seu uso eficaz.  Entre 2000 e 2003, esse material foi usado em oficinas de formação de orientadores de telecentros, que repassaram o aprendido a professores do sistema público de ensino do Rio de Janeiro, numa parceria com a Secretaria Estadual de Educação. Em 2005, o Botando a Mão na Mídia foi distribuído pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) do Ministério da Educação a 3.500 escolas espalhadas por todo o território nacional. O CECIP realizou a formação de agentes multiplicadores que, por sua vez, capacitaram os professores das escolas que receberam os kits. A experiência demonstrou o potencial da metodologia do Botando a Mão na Mídia, também merecedora do prêmio de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil.

Seis oficinas compõem o trabalho do “Botando a mão na mídia”, e cada uma desta é dividida entre linguagem audiovisual e questões técnicas. A primeira cria situações nas quais os alunos poderão aprender a partir da prática a desenvolver um olhar crítico à respeito dos meios de comunicação. Já na segunda, os participantes aprendem a como lidar com o aparato técnico, e assim, a partir da prática, os alunos ganham autoconfiança.

As oficinas procuram incentivar a cooperação e trabalho em equipe, oferecer um espaço propício para a experimentalismo, e desafiar a criatividade do participante, fomentando assim a reflexão individual e estruturação de ideias.

Outra das propostas do projeto é demonstrar ao aluno a importância de seu tempo, de manter seus horários fora do atraso e assim, ir aos poucos tornar o início dos trabalhos pontual, mas de forma que os atrasados também não sejam muito prejudicados.