quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Educomunicação: Entendendo o valores, aplicando comunicação e colhendo conhecimento


Compreendendo o alcance das novas mídias, e em destaque da internet, uma “nova” prática educativa vem se foralecendo . Essa parte do fato de que, na atualidade ,não só a escola, a família e a comunidade participam da construção de sentidos e valores para pessoas, principalmente
crianças, jovens e adolescentes, mas também, e de forma significativa, a televisão e a internet ( aqui podemos considerar principamente as redes sociais). E considera que utilizar esse meios para educar pode gerar resultados positivos.

O alcance que essas mídias tem, facilita a abordagem de temasimportantes para grupos, comunidade e regiões. Em sua maioria, as ações envolvendo educomunicação estão além da comunicação comunitária, mas também possibilitam o contato e uso das Tecnologias da Informação. Esse
facilita o processo de criação e circulação de informação. E numa cadeia gera cidadões mais conscientes que por sua vez se tornam mais críticos e assim também mais ativos.

Da mesma forma, gera a possibilidade do debate, que deve existir dentro da comunidade e que em geral não acontece, pela ausência de estímulo. Quer seja na conscientização, no debate ou mesmo na ausênciade recursos e suportes para expor aquilo que é vivido.

Neste contexto o livro “Educomunicar- Comunicação Educação e Participação para uma educação pública de qualidade” da Rede de Experiências em Comunicação, Educação e Participação (Rede CEP) apresenta nos capítulos “Oficina de Imagens: 10 anos de experimentação e iniciativas no campo da educomunição” e Educomunicação com Saúde & Alegria – Experiência da Rede Mocoronga em comunidades ribeirinhas na Amazônia projetos que tem aplicado a educamunicação, arte e cultura, comunicação comunitária, novas mídias e tecnologia da informação e possibilitado a comunidades brasileiras um outro olhar sobre sí ou sobre como são vistos.
Neste cenário surge a Oficina de Imagens- Comunicação e Educação(colocar de onde é) que trabalha a partir da experimentação de linguagens, no espaço escolar. O objetivo é desenvolver nos alunos uma formação cidadã crítica, para que possam produzir e veicular informações a partir do seu ponto de vista, da sua realidade.

Entendendo o alcance e as possibilidades dessas mídias a Oficina realiza “ações para a qualificação da cobertura realizada pela imprensa com relação aos direitos da criança e pelo fortalecimento da defesa deles”. Se destacam entre essas ações os projetos Latanet e JTTE- Jovens Interagindo.
Ambos projetos já foram diversas vezez premiados, mas o mais importante é entender como eles utilizam a comunicação e compreendem sua capacidade de alcance. Assim tratam de temas que precisam circular entre os grupos que alcançam.

A Oficina de Imagens participa de espaços de articulação da sociedade civil como forma de incidir em políticas públicas no campo da educação, da comunicação, da infância, da adolescên- cia e da juventude. Nos projetos que desenvolve, a instituição procura envolver os atores que são estratégicos naquele contexto, pois, somente as- sim é possível provocar as mudanças estruturais necessárias.

A educomunicação também é uma ferramenta que possibilita àquele que a pratica não só falar mas ter um contato mais crítico com outras mídias e entender seu papel num olhar macro. Possibilita que se entenda como são vistos ou tratados por outras mídias. É o que acontece com o acesso facilitado às informações externas e aos conhecimentos universais também estão sendo úteis aos ribeirinhos dos rios Amazonas, Tapajós, e Arapiuns.
Para a compreensão do contexto da Amazônia no mundo e para a melhoria da qualidade de vida e o exercício da cidadania.

A inserção dessas mídias nos locais supre também a carência dos educadores da região na área de tecnologia da informação.
Essas ações são pautadas pelo conceito de conhecimentos livres e produção colaborativa e isso garante que essas ações também não ultrapassem o limite da necessidades locais. É preciso um cuidado para não criar uma demanda que não existe. Dessa forma as metodologias pretendem
favorecer o aprendizado, a expressão, a educação ambiental e a valorização cultural, na ideia de preservar esses lugares, aproveitando seu potencial.
O desenvolvimento de ações como essas, adequadas às peculiaridades regionais e integradas à políticas públicas são forças que se somam no desafio de melhorar a educação no país.

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