A Associação Cidade Escola Aprendiz, laboratório de pedagogia
comunitária, descreve seu espaço de atuação, projetos e conceitos aplicados
no texto: A Educomunicação no Bairro-Escola: fortalecendo o território e a
comunidade local. O objetivo é partir da ideia de educação como comunicação,
troca de experiências e aprendizado mútuo para expandir as técnicas de
ensino para além dos muros da escola.
Dessa forma, a entidade promove a continuidade das ações, sem
atrelar-se apenas no ambiente escolar. Aprender pela experiência é descobrir
uma nova forma de se relacionar com as pessoas ao seu redor e obter sentido
mais próximo de comunidade.
Além disso, os projetos estimulam uma postura mais ativa dos alunos-
cidadãos na sociedade do conhecimento contemporânea. A ideia da Agência
Comunitária de Notícias de Pinheiros é fazer com que os participantes se
envolvam com o processo de recepção, seleção, produção e transmissão de
notícias, de modo descentralizado e colaborativo. Com isso, o projeto fortalece
a comunicação local e propaga as informações locais, o que torna o bairro mais
conhecedor da realidade à sua volta.
A Cidade Escola Aprendiz também volta seus esforços para a formação
de educomunicadores nas instituições de ensino locais. Eles instruem
e orientam os professores a aplicarem as ferramentas de comunicação
com estratégicas pedagógicas dentro e fora de aula. O projeto é realizado
em parceria com a Rede CEP e com o Unicef, envolvendo cinco capitais
brasileiras
Transver
na Bahia há nove anos, já formou mais de 10 mil pessoas envolvidas com as
instituições de ensino; envolveu em suas atividades mais de 300 organizações;
criou quase 400 publicações e realizou mais de 100 movimentos políticos.
No texto, Escola Interativa: para transver a Educação, a Cipó explica que
o termo e parte do processo de criação de conteúdo que confere sentido outro
à história local e trajetória pessoal, por meio da imaginação e envolvimento
subjetivo. O laboratório pedagógico proposto pela ONG desenvolve formas
e metodologias para trabalhar a educomunicação, dentre as quais eles
destacam: Escola Interativa; Estúdio Aprendiz; Sou de Atitude; Comunicação
para a Garantia de Direitos; Comunicação para Organizações de Sociedade
Civil e Cidadão de Papel.
Os projetos buscam, inserindo a comunicação na educação formal,
utilizando as tecnologias da informação, conscientizando politicamente os
jovens, qualificando as relações públicas das organizações ou encenando
temas de pertinência social, colaborar com a educação pública.
Com oito anos de existência, a Cipó expandiu seus projetos, agregou
maior número de comunidades, alunos, parceiros e colaboradores. No
entanto, também enfrentou problemas provenientes da carência do sistema
público de ensino, como falta de estrutura, descontinuidade do projeto
pedagógico e mudança de corpo docente. Mesmo assim, a ONG reafirmou seu
comprometimento com a promoção de uma metodologia própria e inovadora
para transformar o ambiente escolar.
Atualmente, ela volta suas ações para a incorporação dos programas
desenvolvidos nas políticas públicas locais, o que pode exercer impacto
em grande escala e promover significativos avanços. Para isso, realiza
mobilizações junto ao poder público, em parceria com outras instituições, como
a Rede CEP, propondo diretrizes que colaborem com a melhoria da educação
pública.
Luz, Câmera… Paz! nas Unidades
Ciranda – Central de Notícias da Infância e Adolescência. Em seus dez anos
de atuação, a ONG trabalha com os direitos de meninos e meninas, pela
educomunicação e pelo jornalismo socialmente responsável. Com sede em
Curitiba, no Paraná, a Ciranda compõe a Rede CEP, a Rede Viração e a Rede
ANDI Brasil de comunicadores pela infância. Seus projetos beneficiam, em
média, mil crianças e adolescentes por ano e ajudam a multiplicar idéias a
cerca de 300 educadores.
As atividades da Ciranda buscam resgatar jovens que enfrentam
problemas com a justiça e são vítimas de violência precoce, ensinando-os a
manusear a câmera e contar sua própria história, protagonizar seu próprio



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